O nível de ocupação no comércio cresceu 1,0% em outubro de 2013, em relação a igual mês em 2012, enquanto o rendimento médio do setor apresentou desvalorização real de -0,8% na comparação anual, atingindo R$1.526,80. A analise é da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), com dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) divulgada hoje (21/11) pelo IBGE. A PME avalia seis regiões metropolitanas do País; São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador e Recife.
A desocupação no comércio, tradicionalmente baixa nesta época do ano, está em 2,8%, portanto, significativamente abaixo da média das demais atividades econômicas (5,8%). O crescimento da ocupação no setor foi impulsionado pelo ritmo de contratações em Salvador (+13,1%) e em Porto Alegre (+5,3%). O resultado no comércio foi o oposto do índice geral, que apresentou queda na ocupação entre a população economicamente ativa (-0,4%), a primeira em três anos, e aumento na média do rendimento real dos trabalhadores (+1,8%). A ocupação foi mais favorável entre os trabalhadores com carteira assinada (+3,6%), ao passo que os trabalhadores sem carteira assinada registraram variação de -12,6% perante outubro de 2012.
Segundo a PME, atualmente a taxa de desemprego representa 5,2% da população economicamente ativa (PEA), diferença de -0,1 ponto percentual em relação ao mesmo mês do ano passado. Para a CNC, em 2013, a expectativa é de que a taxa média de desemprego fique em 5,3%, e que o rendimento médio apresente ganho real de 2,0%, considerando-se as variações esperadas de +2,5% no PIB e de +6,0% no INPC para 2013. Em 2012 a taxa de desemprego foi de 5,5%.
O contingente de pessoas ocupadas nas grandes cidades alcançou 23,28 milhões de trabalhadores destacando-se a queda anual verificada em Belo Horizonte (-2,5%). Em contrapartida, a região metropolitana de Porto Alegre evitou um resultado ainda pior da ocupação com oscilação de +1,4%. No corte por atividade econômica as maiores quedas se deram nos serviços domésticos (-8,4%) e na construção civil (-4,0%).
A alta real dos rendimentos levou a remuneração média a R$1.917,30, especialmente em decorrência das variações regionais em Porto Alegre (+5,6%) e dos ganhos reais entre os trabalhadores sem carteira assinada (+6,1%). No corte setorial sobressaíram-se os serviços domésticos (+8,1%) e a construção civil (+7,2%). O rendimento médio mais elevado ocorre em São Paulo (R$2.053,00), com uma diferença de +13,0% em relação à média das demais regiões.
Fonte: CNC