Foi discutido no 29° ENSP, na Expo Unimed de Curitiba, em 16 de maio, o Sistema de Logística Reversa de produtos que circulam no mercado do comércio brasileiro. O debate visou abordar questões que direta ou indiretamente impactam o setor produtivo do comércio de bens. O coordenador do Grupo de Trabalho de Meio Ambiente (GTT-MA), liderado pela CNC, Evandro Costa abriu a reunião temática.
No Brasil há um grupo de produtos com logística reversa estruturada, já regulamentada e em funcionamento: Embalagens e defensivos agrícolas; Pilhas e baterias; Pneus reversíveis; e Óleo Lubrificante usado.
Outros três produtos que não têm uma legislação específica no âmbito nacional relacionada ao gerenciamento e destinação final ambientalmente adequada de resíduos, estão atualmente em discussão no GTT-MA. São eles: Lâmpadas fluorescentes; Produtos eletrônicos; e Medicamentos.
Leis, decretos federais e instruções normativas a respeito da logística de todos esses produtos foram apresentados e discutidos pela consultora Ambiental da CNC, Cristiane Soares. Entre os atos consolidados, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), instituída pela Lei 12.305/2010, que definiu a responsabilidade compartilhada entre o poder público, o setor privado e a sociedade. Quanto a ela, os empresários concordaram que o poder público deve trabalhar a conscientização da separação do lixo sólido para que a Política dê certo.
Cristiane concorda ser importante levar em conta o trabalho da Educação, “principalmente dos jovens consumidores que irão repassar esses conceitos, senão todo o trabalho poderá ser perdido no futuro”, afirmou a consultora.
Outra das dificuldades enfrentadas é a diversidade de regulamentações e iniciativas nos estados e municípios para recolhimento, devolução, doação e descarte.
O objetivo do trabalho do GTT-MA é implementar a logística reversa em comum acordo entre o setor produtivo e o governo federal.
Fonte: CNC